sábado, 1 de janeiro de 2011

2011

É verdade. Parece que ainda ontem estavamos a entrar no novo milénio e já passaram 10 anos. Dez anos que na minha opinião mudaram o mundo. Um série de acontecimentos (a começar obviamente pelo 11 de Setembro) fizeram de todos nós pessoas um pouco mais frias e um pouco mais desconfiadas. Como lia num qualquer jornal ou revista, os efeitos da nossa desconfiança crescente ao longo desta década ainda estão bem patentes: basta ir a um aeroporto.

Passando essa parte, entramos ontem em 2011. Um ano que não se prespectiva ser motivo para grandes festas ou alegrias. A crise irá atingirmos como nunca: a subida do IVA, a descida dos salários, o congelamento das pensões, o fim de apoios sociais para muita gente, a grande diminuição das transferências para o poder local, etc, etc.

O fantasma do FMI também paira sobre nós, e é bem provável que acabe por aparecer. Um orçamento recessivo, aliado às taxas de juro cada vez mais altas, à desconfiança das agencias de notação financeira e à nossa incapacidade crónica de cumprirmos o que normalmente projectamos, farão de nós muito provavelmente o próximo alvo.

Não sei se a entrada do FMI será assim tão má: ouvimos sucessivamente que essa entrada significará que o Governo falhou. E não é isso que realmente aconteceu? Sócrates falhou, o Governo falhou. Agiram tarde e mal, e agora estamos nesta situação. Por outro lado além da flexibilização das leis laborais que deverá acontecer com a entrada do FMI, do lado do aumento de impostos pouco mais há a mexer. No entanto é sempre necessário ter cautela e admitir que uma entrada do Fundo Monetário Internacional é má para a credibilidade do país, além de haver sempre a possibilidade de ainda sermos mais penalizados.

É esperar para ver.

1 comentário:

  1. Na minha modesta opinião o marco fundamental da primeira década do milénio é o ano de 2005, quando um engenheiro passou a governar um "país à beira mar plantado". Foi o inicio de tempos complicados, em que se viveu e vive hoje com base em estatisticas e resultados falaciosos, em que o futuro dos jovens se prevê cada vez mais dificil e inseguro, em que os idosos poderão não ter uma velhice minimamente segura e quem sabe até digna. Precisamos de mudar, precisamos de agir, precisamos de ser activos, precisamos de mudar o Governo, percisamos de muitas coisas. Mas uma coisa é precisar, outra fazer...E nós vamos ter que nos "desenrascar".
    Temos que mudar o futuro!
    Cumps

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